Painel SEDUC
Visão estadual do Programa Nacional de Alimentação Escolar — exercício 2026
Execução Orçamentária
78%
R$ 142,6 mi de R$ 182,8 mi empenhados
Meta Agricultura Familiar
41%
Meta legal: 45% (Lei 11.947/2009)
Índice de Desperdício Médio
12%
Referência aceitável: até 10%
Atas em Exaustão
3 atas
Saldo abaixo de 10% do quantitativo
Execução orçamentária por regional
Consumo x desperdício (6 meses)
Prioridades de auditoria
Contrato #4521 — Várzea Grande
Preço do arroz tipo 1 está 38% acima da média regional (R$ 6,42/kg vs R$ 4,65/kg).
Contrato #3987 — Sorriso
Fornecedor concentra 71% das atas da DRE Sinop, indício de baixa competitividade.
Ata #2210 — Cáceres
Consumo registrado 2,4x acima do número de alunos atendidos em julho.
Contrato #5102 — Barra do Garças
Três aditivos de valor em 90 dias, totalizando R$ 418 mil (+22%).
Resumo do mês
Em agosto, a execução orçamentária estadual do PNAE atingiu 78% do teto anual, o equivalente a R$ 142,6 milhões empenhados de R$ 182,8 milhões previstos. O ritmo é compatível com o calendário letivo, mas há forte assimetria entre regionais: Cuiabá (84%) e Sinop (81%) puxam a média para cima, enquanto Cáceres (63%) e Barra do Garças (58%) seguem abaixo do esperado e concentram risco de devolução de recursos.
A aquisição junto à agricultura familiar soma 41% do valor executado, ainda 4 pontos percentuais abaixo do mínimo legal de 45%. Para fechar a lacuna até dezembro seriam necessários cerca de R$ 7,3 milhões adicionais em compras diretas de produtores locais. O desperdício médio ficou em 12% (53 t sobre 447 t consumidas), com queda em julho e nova alta em agosto, sugerindo desajuste entre cardápio planejado e adesão real.
Três atas encontram-se em exaustão, com saldo inferior a 10% do quantitativo contratado, e quatro contratos apresentam indícios de anomalia de preço ou concentração de fornecedor — recomenda-se priorizar a apuração do Contrato #4521, cujo preço unitário está 38% acima da média regional.
